Quinta, 09 Fevereiro 2017 12:29

A ACN na África

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“É noite na África. E, no meio desta noite, eu viajo de Roma a Kinshasa. A viagem leva 6 horas”. O comentário está datado em abril de 1965 e registrado no livro “Onde Deus Chora” (Where God Weeps). Seu autor é padre Werenfried van Straaten, fundador da ACN (Ajuda à Igreja que Sofre). As linhas que abrem essa reportagem percorrem os momentos prévios da sua chegada na capital da República Democrática do Congo. Aquela primeira presença no continente se limitou a nove dias durante os quais, além de Kinshasa, conheceu Kivu, Isiro e Kisangani. Durante seu regresso, descreveu os passos dados naquele itinerário como “as estações da Via Sacra”. Depois daquele primeiro trajeto, ocorreram mais cinco viagens, de setembro de 1968 até os finais da década de 80, nas quais o também chamado de Padre Toucinho conheceu as misérias do continente e a pobreza da Igreja. Mas também já visualizava o trabalho que a Igreja deveria realizar na África e o apoio que a ACN poderia oferecer naquele caminho.

Terça, 07 Fevereiro 2017 14:36

Missão até o Céu

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Escrever sobre alguém que perdemos é, muitas vezes, homenagear quem amamos. Maria, uma benfeitora da ACN, de Piracicaba (SP), nos escreveu para comunicar uma doação especial. Embora enviada por ela, essa doação era em nome de Irmã Adélia Queiroz, da Congregação das Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado. Uma doação póstuma...

Terça, 07 Fevereiro 2017 12:12

Um "Plano Marshall" para Nínive

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"A esperança está voltando para a Planície de Nínive", relata o especialista em Oriente Médio de uma instituição de caridade católica após retornar de uma missão de averiguação em aldeias cristãs iraquianas libertadas em novembro do grupo autodenominado Estado Islâmico (EI). O padre Andrzej Halemba, diretor de projetos do Oriente Médio da ACN (Ajuda à Igreja que Sofre), afirmou que "apesar das muitas questões urgentes que precisam ser esclarecidas, as pessoas estão dispostas a voltar para suas aldeias". Quando perguntado sobre a natureza dessas "questões urgentes", o Pe. Halemba refere-se à apropriação ilegal das casas abandonadas, à investigação do suposto uso de armas químicas na destruição de casas cristãs e, para as famílias cristãs que desejam ir para casa, ao medo da violência por parte dos militantes e fundamentalistas que não desejam que os cristãos retornem.

Quinta, 26 Janeiro 2017 12:34

Luta pela sobrevivência no Sudão do Sul

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Sudão do Sul, localizado no coração da África, é uma das nações mais jovens do mundo. Ganhou sua independência do Sudão em julho de 2011. Dois anos mais tarde, estourou uma guerra civil, entre o dominante Exército de Libertação Popular do Sudão (Sudan People's Liberation Army -SPLA) e a oposição. O conflito tornou-se desde então uma guerra tribal brutal. O "Acordo sobre a Resolução do Conflito na República do Sul do Sudão", assinado por ambas as facções em agosto de 2015 trouxe paz temporária. O conflito ressurgiu em meados de 2016 e persiste até hoje. Enquanto isso, os cidadãos comuns do Sudão do Sul sofrem com a fome e são capturados no conflito. A ONU calcula que há 1,7 milhões de deslocados internos no país, 75% destes estão lutando para sobreviver nos três estados mais atingidos pelo conflito: Unity, Upper Nile e Jonglei.

Terça, 24 Janeiro 2017 14:09

Perseguição aos cristãos na Nigéria

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Entre 2006 e 2014, mais de 12 mil cristãos foram mortos e 2 mil igrejas destruídas por grupos terroristas islâmicos na Nigéria. Estes são os números citados por Dom Joseph D. Bagobiri, bispo da diocese de Kafanchan, no Estado de Kaduna, no norte do país, ao visitar o escritório italiano da ACN (Ajuda à Igreja que Sofre) em Roma. Além disso, o Boko Haram é responsável pelo fato da Nigéria ocupar o 3º lugar do Índice Global de Terrorismo de 2016¹. Todavia, como Dom Joseph apontou, Boko Haram não é o único grupo que está espalhando o terror no país.