As pessoas em Maroua-Mokolo estão com medo. Não foram poucas as vezes que as dioceses localizadas na fronteira com a Nigéria foram vítimas de ataques do Boko Haram. Enquanto o bispo Bruno Ateba Edo celebrava a missa embaixo de uma árvore, os fiéis frequentemente apertavam as mãos numa forma de corrente humana. Antes da missa, voluntários revistavam os participantes do culto procurando por armas e explosivos. É proibido carregar grandes bolsas de mão.

Sexta, 18 Novembro 2016 14:50

“Nós mataremos todos vocês”

Escrito por

Várias fotos enviadas pelo Padre Stephan Rasche – contato de projeto da Arquidiocese Católica Caldeia de Erbil, auxiliado pela ACN (Ajuda à Igreja que Sofre) – documentam a presença de extremistas europeus entre os combatentes do grupo autodenominado Estado Islâmico (EI). As fotografias, tiradas em Batnaya, pequena cidade da Planície de Nínive, a 15km de Mossul, mostram um grafite escrito em alemão. Segundo o Pe. Steven, sacerdote que atuava na região em agosto de 2014, 850 famílias cristãs viviam ali quando a região foi dominada pelos terroristas.

Os cristãos de Erbil provavelmente não conseguirão retornar aos seus povoados na planície de Nínive até o verão de 2017 (do hemisfério norte). Embora as operações militares tenham protegido amplamente a área, atiradores de tocaia e minas terrestres ainda permanecem ali. Desse modo, até que Mossul não seja definitivamente liberada, não é seguro o bastante para que os cristãos retornem. Outra condição fundamental para as famílias é a reconstrução dos povoados, sobretudo no rigoroso inverno, como sinalizou o Arcebispo de Erbil, Dom Bashar Warda.

Quinta, 03 Novembro 2016 00:00

O martírio de Simona

Escrito por

Simona, de 33 anos, e seu bebê – ainda no seu ventre – foram assassinados quando terroristas islâmicos invadiram uma padaria em Daca, capital de Bangladesh, fazendo refém um grupo de 20 pessoas durante a noite de 1° de julho deste ano.

Quarta, 26 Outubro 2016 16:44

Mártires albaneses serão beatificados

Escrito por

Durante os 40 anos de ditadura comunista na Albânia, orar, fazer o sinal da cruz, usar crucifixo no pescoço ou mesmo ter fé era punível por lei. Em 1967, o país balcânico se autoproclamou oficialmente ateu, pela primeira vez em todo o mundo. Igrejas, mesquitas e outros lugares de culto religioso foram usados como shoppings, salões de esporte ou teatros; como foi o caso da Catedral de Shkodër, onde 38 mártires serão beatificados no dia 5 de novembro, usada na época como uma arena municipal de esporte. Esse é um lugar muito especial para os católicos, porque foi onde a primeira missa pós queda da ditatura foi celebrada. Na praça da catedral dedicada à Santo Estevão, há um monumento em memória aos mártires assassinados na história albanesa de ódio à religião. Bispo Vicenz Prennushi, Bispo Frano Gjini, Bispo Jul Bonati, Dom Alfons Tracki, Dom Anton Muzaj e Maria Tuci estão entre os 38 mártires. “Antes de serem torturados e executados, todos disseram: ‘Viva a Cristo Rei, viva a Albânia. Nós perdoamos aqueles que nos matarão’”, disse o Bispo Massafra de Shkodër, presidente da Conferência dos Bispos da Albânia, à ACN (Ajuda à Igreja que Sofre).